Paulo Rocha - Edição de Coleccionador II
Paulo Rocha
Características Técnicas:
O Rio do Ouro
PORTUGAL, FRANÇA, BRASIL | 1998 | 97’ | COR | 16/9 | 1.85:1 | PORTUGUÊS LEGENDADO EM INGLÊS
© Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, 1998 | (P) Midas Filmes, 2016

Se eu Fosse Ladrão... Roubava
PORTUGAL | 2012 | 83’ | COR/P&B | 16/9 | 1.78:1 | PORTUGUÊS LEGENDADO EM INGLÊS
© Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, 2012 | (P) Midas Filmes, 2016
Editado: 04-2016
preÇo: 10 euros
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O Rio do Ouro
Nas margens ensaguentadas do Rio do Ouro, uma balada de ciúme, um grande e horrível crime ambientado num meio popular. Um velho casal casa-se. Ela é guarda-cancela, ele é o patrão do barco-draga. Mélita, a sobrinha, cai ao rio, grita por socorro, António salva-a. Carolina morre de ciúmes. Num comboio, um cigano um nadinha vidente, o Zé dos Ouros, quer vender um colar a Mélita. Ai dele, vê o passado da inocente rapariga: numa vida anterior ela teria matado o amante e pintado com sangue dele o quarto do seu amor. Aterrado, Zé foge. Carolina vai atrás dele, rouba-lhe o colar e acaba por se tornar sua amante. Quer que o cigano lhe desvende o segredo, lhe explique o que viu. Enquanto o velho António se sente cada vez mais atraído pela sobrinha, Carolina sonha, vê tudo vermelho de sangue. O Zé já não tem medo de Mélita, quer deixar a amante. A guarda-cancela sente-se traída por todos, vê uma grande faca diante de si...

Se eu Fosse Ladrão... Roubava
Partindo da memória familiar e da matéria dos seus filmes, Paulo Rocha revisita as suas origens e as referências maiores da sua vida e obra, numa construção fluida e complexa, que é conscientemente testamental embora só indirectamente autobiográfica (ele filma-se através do pai e dos personagens da sua obra). O motor inicial do filme é a evocação da infância e juventude do pai do autor, em particular o sonho obsessivo deste, na altura partilhado por muitos, de emigrar para o Brasil, para onde partiu efectivamente em 1909 (embora a cronologia verdadeira, tal como os factos e os nomes, sejam alterados, ou por vezes deslocados, em função das rimas com os outros filmes). Mas este tema familiar cruza-se desde o início com o grande mundo da obra de Rocha, num puzzle de raccords temáticos que se dirige para dentro e para trás (a busca do centro, ou da origem…) tanto quanto para fora (a constante ampliação de sentido, a identidade de um país). Paulo Rocha fala portanto da sua própria necessidade de partir, e da interrogação de Portugal através da distância – o tempo formativo em Paris, depois a longa estada no Japão -, assim como fala da morte, mas também da doença e de um medo tornados endémicos, corrosivos de um país. Em paralelo, vão surgindo, nos excertos dos seus filmes, grandes referências da sua obra: homens como o escritor radicado no Japão Wenceslau de Moraes (1854-1929), o poeta Camilo Pessanha (1867-1926) ou o pintor Amadeo de Souza Cardoso (1887-1918) – todos representantes de um fulgor criativo dos inícios do século tanto quanto justamente, de uma relação problemática com o país de origem. Por outro lado Se eu fosse ladrão… é ainda um repositório de um outro diálogo estruturante da obra de Paulo Rocha – neste caso, particularmente associado a Amadeo – em que a inspiração na cultura universal se funde com um trabalho genuíno, dir-se-ia antropológico, sobre a cultura popular portuguesa, em especial centrada na região norte do país (os pescadores do Furadouro, o vale do Douro…). Cinemateca Portuguesa
ficha tÉcnica
O Rio do Ouro

realização e argumento Paulo Rocha adaptação e diálogos Paulo Rocha, Cláudia Tomaz música José Mário Branco fotografia Elso Roque som Nuno Carvalho montagem José Edgar Feldman decoração Alberto Péssimo, Jorge Gonçalves figurinos Manuela Bronze director de produção João Pedro Bénard apoio financeiro IPACA/ICAM, RTP co-produção Portugal, Brasil apoio Ministério Cultura Portugal, Ministério Cultura Brasil agradecimentos Câmara Municipal do Porto, Fundação Calouste Gulbenkian, Graham's Port Wine produção Suma Filmes, Skylight distribuição Midas Filmes

PORTUGAL, FRANÇA, BRASIL - 1998 - 97’ - Cor
M/12

Se eu Fosse Ladrão... Roubava

produção e realização Paulo Rocha argumento e diálogos Regina Guimarães director de fotografia Acácio De Almeida décors Acácio Carvalho figurinos Manuela Bronze caracterização Sano De Perpessac 1º assistente de realização Paulo Guilherme som Olivier Blanc montagem de som e misturas Nuno Carvalho montagem Edgar Feldman director de produção António Gonçalo produção Gafanha Filmes financiamento ICA, Fundação Calouste Gulbenkian, RTP apoio Câmara Municipal de Ovar distribuição Midas Filmes

PORTUGAL - 2012 - 87' - cor/p&b
M/14