|
É um dos mais belos e estranhos filmes. Uma espécie de viagem iniciática. O elogio constante da vida na omnipresença da morte. Maria João Madeira
Este é um dos mais famosos filmes do realizador iraniano Abbas Kiarostami, consagrado no festival de Cannes, em 1997, com a Palma de Ouro. Filme de contornos aparentemente simples, O SABOR DA CEREJA torna-se, à medida que a história vai avançando, numa complexa meditação sobre a condição humana e a legitimidade do acto do suicídio, a partir da história de Badii, um homem desesperado que quer pôr fim aos seus dias e que parte à procura de alguém a quem possa pagar para o enterrar após a sua morte.
Marca indiscutível na obra de Kiarostami é a forma como o cineasta se liberta das habituais técnicas ficcionais e documentais, baralhando as fronteiras das duas e desafiando assim o papel dos espectadores, jogando com as suas expectativas e provocando a sua imaginação. Os seus filmes convidam o espectador à reflexão, pondo em causa estereótipos e questionando os seus próprios preconceitos. Neste filme, por exemplo, não é explicada a razão para o suicídio de Badii. Segundo Kiarostami, as partes não contadas ou não esclarecidas vão sendo criadas pelo espectador, tornando-o responsável e mesmo activo no filme que tem perante si.
EXTRAS
CAPÍTULOS
IMAGENS
ABBAS KIAROSTAMI BIOFILMOGRAFIA

Homayoun Ershadi Badii Abdolhossein Bagheri Sr. Bagheri Afshin Khorshid Bakhtiari Trabalhador Safar Ali Moradi Soldado Mir Hossein Noori Estudante e com a participação de Ahmad Ansari Hamid Masoumi Elham Imani

TA'M E GUILASS Realização, Produção e Montagem Abbas Kiarostami Argumento Abbas Kiarostami baseado num poema de Omar Khayyam Fotografia Homayon Payvar Som Jehangir Mirshekari, Mohammad Reza Delpak Director Artístico Hassan Yekta Panah Efeitos Especiais Asadollah Majidi Misturas Mohammad Reza Delpack Música I. Milles, J. Primerose Produtor Abbas Kiarostami Produção CIBY 2000
Irão, 1997, 99’, Cor, 1.1:66, Som 2.0, 16:9, Farsi legendado em Português
© CIBY 2000, 1997
(P) Midas, 2007
|
|