Sangue do meu Sangue
João Canijo
Estreia: 05-10-2011
É um filme sobre o amor incondicional, o amor de uma mãe pela sua filha, o amor de uma tia pelo seu sobrinho. E de como elas estão dispostas a sacrificar tudo para os salvar…Márcia é mãe solteira de dois filhos, trabalha como cozinheira e partilha a sua casa num bairro municipal com a irmã, Ivete, cabeleireira de centro comercial. Um dia, Cláudia, a filha, que estuda enfermagem e trabalha como caixa num supermercado, conta à mãe que se apaixonou por um homem mais velho e casado. Quando Márcia o conhece, percebe que uma ameaça gravíssima pesa sobre a sua família. Joca, o filho, é um pequeno traficante no bairro até que decide dar um golpe ao seu dealer, mas é apanhado e a sua tia Ivete terá que se sacrificar por ele para o salvar.
Nota de intenções
«Nós somos feitos de sonhos, e a nossa pequena vida anda às voltas num sono.»
Shakespeare
«A única coisa que qualquer um de nós quer na vida é ser amado sem explicações.Queremos amor incondicional, sem dar nem receber explicações.O amor mais profundo é o que não precisa de razões para existir.»
António Lobo Antunes
A citação de Lobo Antunes diz respeito ao drama central do filme: a tragédia da vida choca com o amor incondicional, um amor sem explicações, que não precisa de razões para existir.
O amor incondicional pode ser posto à prova, mas nunca é posto em causa, porque, como foi definida por Aristóteles, a felicidade é absolutamente final, porque é sempre escolhida em função de si mesma e nunca como um meio para outra coisa. E no contexto deste filme, todas as acções têm em vista um bem: a felicidade da pessoa amada. A felicidade da pessoa amada é o alvo de todas as coisas, é aquilo em função do qual tudo o resto é feito. A felicidade da pessoa amada é escolhida sempre como um fim e nunca como um meio.
O filme passa-se num meio suburbano para tentar perceber como os afectos e o amor resistem e sobrevivem quando mergulhados num universo estéril. Observa-se o amor quando ameaçado por uma circunstância irremediável, para dele compreender melhor a essência. Porque é num ambiente de falta de civilização, de ignorância, de violência, que melhor se pode abordar a questão do amor. Quanto maior for a aridez emocional do meio ambiente, mais inquestionável se torna qualquer gesto de amor e mais incondicional é esse amor.
Este filme trata a barbárie de uma sociedade porque, acima de tudo, é um filme sobre o amor incondicional. E é na barbárie que esse amor ganha corpo, porque apenas num contexto de violência uma ligação de sangue poderia ser posta em causa.
João Canijo
Nota de intenções
«Nós somos feitos de sonhos, e a nossa pequena vida anda às voltas num sono.»
Shakespeare
«A única coisa que qualquer um de nós quer na vida é ser amado sem explicações.Queremos amor incondicional, sem dar nem receber explicações.O amor mais profundo é o que não precisa de razões para existir.»
António Lobo Antunes
A citação de Lobo Antunes diz respeito ao drama central do filme: a tragédia da vida choca com o amor incondicional, um amor sem explicações, que não precisa de razões para existir.
O amor incondicional pode ser posto à prova, mas nunca é posto em causa, porque, como foi definida por Aristóteles, a felicidade é absolutamente final, porque é sempre escolhida em função de si mesma e nunca como um meio para outra coisa. E no contexto deste filme, todas as acções têm em vista um bem: a felicidade da pessoa amada. A felicidade da pessoa amada é o alvo de todas as coisas, é aquilo em função do qual tudo o resto é feito. A felicidade da pessoa amada é escolhida sempre como um fim e nunca como um meio.
O filme passa-se num meio suburbano para tentar perceber como os afectos e o amor resistem e sobrevivem quando mergulhados num universo estéril. Observa-se o amor quando ameaçado por uma circunstância irremediável, para dele compreender melhor a essência. Porque é num ambiente de falta de civilização, de ignorância, de violência, que melhor se pode abordar a questão do amor. Quanto maior for a aridez emocional do meio ambiente, mais inquestionável se torna qualquer gesto de amor e mais incondicional é esse amor.
Este filme trata a barbárie de uma sociedade porque, acima de tudo, é um filme sobre o amor incondicional. E é na barbárie que esse amor ganha corpo, porque apenas num contexto de violência uma ligação de sangue poderia ser posta em causa.
João Canijo
festivais
Toronto International Film Festival
Donostia Zinemaldia Festival de San Sebastian
Menção Honrosa do Jurí do prémio Otra Mirada da TVE
FIPRESCI - Prémio da Crítica Internacional
Busan International Film Festival
Festival do Rio
Faial Films Fest
Melhor Longa-Metragem
Menção Honrosa no Prémio Dom Quixote da Federação Internacional de Cineclubes
Caminhos do Cinema Português
Grande Prémio da XVIII edição do festival Caminhos do Cinema Português
Prémio de Melhor Realizador - João Canijo
Prémio Melhor Actriz - Rita Blanco
Prémio Melhor Argumento Original
Torino Film Festival
Festival International du Film du Pau
Prémio Pyrénée du meilleur film (Melhor Filme)
Palm Springs International Film Festival
Ficunam - Festival Internacional de Cine Unam (México)
Prémio Autores 2012
Melhor Filme
Melhor Actriz (Rita Blanco)
Melhor Argumento
Miami International Film Festival
Grande Prémio do Júri
Donostia Zinemaldia Festival de San Sebastian
Menção Honrosa do Jurí do prémio Otra Mirada da TVE
FIPRESCI - Prémio da Crítica Internacional
Busan International Film Festival
Festival do Rio
Faial Films Fest
Melhor Longa-Metragem
Menção Honrosa no Prémio Dom Quixote da Federação Internacional de Cineclubes
Caminhos do Cinema Português
Grande Prémio da XVIII edição do festival Caminhos do Cinema Português
Prémio de Melhor Realizador - João Canijo
Prémio Melhor Actriz - Rita Blanco
Prémio Melhor Argumento Original
Torino Film Festival
Festival International du Film du Pau
Prémio Pyrénée du meilleur film (Melhor Filme)
Palm Springs International Film Festival
Ficunam - Festival Internacional de Cine Unam (México)
Prémio Autores 2012
Melhor Filme
Melhor Actriz (Rita Blanco)
Melhor Argumento
Miami International Film Festival
Grande Prémio do Júri
com
Rita Blanco - Márcia Fialho
Anabela Moreira - Ivete Fialho
Cleia Almeida - Claúdia Filipa Fialho
Rafael Morais - Joca Fialho
Marcello Urgeghe - Alberto Vieira
Nuno Lopes - Telmo Sobral
Beatriz Batarda - Maria da Luz
Fernando Luís - Hélder/Nini
Teresa Madruga - Dona Judite
Teresa Tavares - Sandra Vanessa
Francisco Tavares - César Chaves
Wilma de Brito - Érica
Anabela Moreira - Ivete Fialho
Cleia Almeida - Claúdia Filipa Fialho
Rafael Morais - Joca Fialho
Marcello Urgeghe - Alberto Vieira
Nuno Lopes - Telmo Sobral
Beatriz Batarda - Maria da Luz
Fernando Luís - Hélder/Nini
Teresa Madruga - Dona Judite
Teresa Tavares - Sandra Vanessa
Francisco Tavares - César Chaves
Wilma de Brito - Érica
ficha tÉcnica
realizador João Canijo
imagem Mário Castanheira
som Olivier Blanc, Ricardo Leal, Gerárd Rousseau, Elsa Ferreira
director artístico José Pedro Penha Lopes
direcção de produção Ângela Cerveira
assistente de realização Patrick Mendes
montagem João Braz
produtor Pedro Borges
uma produção MIDAS FILMES com o apoio financeiro do ICA Instituto do Cinema e Audiovisual e da RTP Rádio e Televisão de Portugal; com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa
PORTUGAL - 2011 - cor - 1:1,85 - 140’-190’-3x52’
M/16Q
imagem Mário Castanheira
som Olivier Blanc, Ricardo Leal, Gerárd Rousseau, Elsa Ferreira
director artístico José Pedro Penha Lopes
direcção de produção Ângela Cerveira
assistente de realização Patrick Mendes
montagem João Braz
produtor Pedro Borges
uma produção MIDAS FILMES com o apoio financeiro do ICA Instituto do Cinema e Audiovisual e da RTP Rádio e Televisão de Portugal; com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa
PORTUGAL - 2011 - cor - 1:1,85 - 140’-190’-3x52’
M/16Q