27 Março 2012
“RAÚL BRANDÃO ERA UM GRANDE ESCRITOR…” DE JOÃO CANIJO NO INDIELISBOA
Raúl Brandão era um Grande Escritor… o novo documentário de João
Canijo, uma produção da Midas Filmes para Guimarães 2012 - Capital
Europeia da Cultura será apresentado no Festival IndieLisboa, fazendo o
realizador também parte do júri da Competição Internacional.
João Canijo regressa assim ao Indie, dois anos depois de Fantasia Lusitana ter sido Filme de Abertura e de o ano passado aí ter apresentado Trabalho de Actriz, Trabalho de Actor (que prenunciava o grande sucesso de Sangue do Meu Sangue).
Nas palavras do realizador «este filme é uma pesquisa sobre a falta de visão da realidade portuguesa e consequente confusão da memória. O exemplo de Raul Brandão servirá de paradigma ao que se consegue inscrever no branco confuso, psíquico e histórico, que os portugueses constroem e onde na generalidade nada deixa marcas. Na Nespereira, Guimarães, onde Raul Brandão viveu, sobrevivem dois níveis de memória do escritor: a veneração da memória do génio esquecido, pelos seus descendentes, que não ultrapassa o âmbito do privado e do familiar; o desinteresse da população em geral, que confunde a importância de um grande escritor com a lembrança da senhora da casa rica onde se pedia esmola… Raul Brandão só deixou uma marca confusa na população da Nespereira, mas neste caso nem a própria terra tinha uma memória para deixar. A freguesia da Nespereira não tem uma memória que a organize porque não existia enquanto aldeia, e continua a não existir enquanto povoação estruturada.»
João Canijo regressa assim ao Indie, dois anos depois de Fantasia Lusitana ter sido Filme de Abertura e de o ano passado aí ter apresentado Trabalho de Actriz, Trabalho de Actor (que prenunciava o grande sucesso de Sangue do Meu Sangue).
Nas palavras do realizador «este filme é uma pesquisa sobre a falta de visão da realidade portuguesa e consequente confusão da memória. O exemplo de Raul Brandão servirá de paradigma ao que se consegue inscrever no branco confuso, psíquico e histórico, que os portugueses constroem e onde na generalidade nada deixa marcas. Na Nespereira, Guimarães, onde Raul Brandão viveu, sobrevivem dois níveis de memória do escritor: a veneração da memória do génio esquecido, pelos seus descendentes, que não ultrapassa o âmbito do privado e do familiar; o desinteresse da população em geral, que confunde a importância de um grande escritor com a lembrança da senhora da casa rica onde se pedia esmola… Raul Brandão só deixou uma marca confusa na população da Nespereira, mas neste caso nem a própria terra tinha uma memória para deixar. A freguesia da Nespereira não tem uma memória que a organize porque não existia enquanto aldeia, e continua a não existir enquanto povoação estruturada.»